Cálculo Biliar

Cálculo Biliar

Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral

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Concreções formadas na vesícula biliar, compostas principalmente por colesterol ou bilirrubinato de cálcio. Podem ser assintomáticas ou causar cólica biliar, colecistite aguda, coledocolitíase, pancreatite ou colangite.
  1. O que é: Cálculo biliar (pedra na vesícula) é uma formação sólida que se desenvolve na vesícula biliar, um pequeno órgão localizado abaixo do fígado que armazena a bile (líquido que ajuda na digestão de gorduras).
  2. Tipos:
    • Cálculos de colesterol: São os mais comuns, formados principalmente por colesterol não dissolvido.
    • Cálculos pigmentares: Formados por bilirrubina (um pigmento produzido durante a quebra de glóbulos vermelhos) e sais de cálcio.
  3. Sintomas: Muitas pessoas com cálculos biliares não apresentam sintomas. Quando presentes, os sintomas podem incluir:
    • Dor intensa e repentina no lado superior direito ou central do abdômen.
    • A dor pode irradiar para o ombro direito ou para as costas.
    • Náuseas.
    • Vômitos.
    • Icterícia (pele e olhos amarelados).
    • Urina escura.
    • Fezes claras.
  4. Fatores de risco:
    • Sexo feminino.
    • Idade avançada.
    • Obesidade.
    • Dieta rica em gordura e colesterol.
    • Perda de peso rápida.
    • Gravidez.
    • Uso de certos medicamentos (anticoncepcionais orais, terapia de reposição hormonal).
    • Histórico familiar de cálculos biliares.
    • Certas condições médicas (diabetes, doença de Crohn, anemia falciforme).
  5. Diagnóstico:
    • Ultrassonografia abdominal: É o exame de imagem mais comum e eficaz para detectar cálculos biliares.
    • Tomografia computadorizada (TC) abdominal: Pode ser usada para detectar cálculos biliares e outras doenças abdominais.
    • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE): Procedimento que permite visualizar os ductos biliares e remover cálculos biliares (em casos de obstrução).
  6. Tratamento:
    • Colecistectomia laparoscópica: Remoção cirúrgica da vesícula biliar através de pequenas incisões no abdômen, utilizando um laparoscópio (câmera). É o tratamento mais comum e eficaz.
    • Colecistectomia aberta: Remoção cirúrgica da vesícula biliar através de uma incisão maior no abdômen (em casos de complicações ou contraindicações para a laparoscopia).
    • Dissolução dos cálculos biliares com medicamentos: Ácido ursodesoxicólico pode ser usado para dissolver cálculos de colesterol (apenas em casos selecionados e com acompanhamento médico).
  7. Prevenção:
    • Manter um peso saudável.
    • Adotar uma dieta equilibrada, rica em fibras e pobre em gordura saturada e colesterol.
    • Praticar atividade física regularmente.
    • Evitar perda de peso rápida.
  8. Outras informações importantes: A remoção da vesícula biliar geralmente não causa problemas digestivos significativos. O fígado continua produzindo bile, que é liberada diretamente no intestino delgado. Em alguns casos, pode ocorrer diarreia ou dificuldade para digerir alimentos gordurosos.

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