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Doença infecciosa causada por
protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada do mosquito
Anopheles fêmea. Caracteriza-se por febre periódica, calafrios intensos,
cefaleia e mialgia. Potencialmente fatal se não tratada adequadamente,
particularmente a forma causada pelo P. falciparum.
O que
é: Malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do
gênero Plasmodium, transmitida aos humanos pela picada de mosquitos Anopheles
fêmeas infectadas.
Tipos:
Existem cinco espécies de Plasmodium que podem infectar
humanos:
Plasmodium falciparum: É a espécie mais perigosa
e responsável pela maioria dos casos graves e
óbitos.
Plasmodium vivax: É a espécie mais comum e causa
uma forma mais branda da doença.
Plasmodium ovale:
Semelhante ao P. vivax, mas menos comum.
Plasmodium
malariae: Causa uma forma branda e crônica da
doença.
Plasmodium knowlesi: Encontrado principalmente no
Sudeste Asiático, pode causar doença
grave.
Sintomas:
Os sintomas da malária geralmente aparecem de 10 a 15 dias após a picada do
mosquito:
Febre
alta
Calafrios
Sudorese
Dor
de cabeça
Dores musculares
Náuseas e
vômitos
Diarreia
Anemia
Icterícia
(pele e olhos amarelados)
Convulsões (em casos
graves)
Coma (em casos graves)
Os
sintomas podem variar dependendo da espécie de Plasmodium e do estado de
imunidade da pessoa.
Fatores de
risco:
Viver ou viajar para áreas com
transmissão de malária (África, Ásia, América
Latina).
Não usar medidas de proteção contra picadas de
mosquitos (repelente, roupas de manga comprida,
mosquiteiros).
Sistema imunológico
enfraquecido.
Gravidez (mulheres grávidas têm maior risco
de malária
grave).
Diagnóstico:
O diagnóstico da malária é feito através da identificação do parasita
Plasmodium em amostras de sangue:
Exame de gota espessa: É
o método mais comum e rápido para diagnosticar a
malária.
Esfregaço sanguíneo: Permite identificar a
espécie do Plasmodium e quantificar o número de parasitas no
sangue.
Testes de diagnóstico rápido (TDR): Detectam
proteínas do parasita no sangue. São mais rápidos que a gota espessa, mas
menos sensíveis.
PCR: Detecta o material genético do
parasita no sangue (mais sensível, mas mais
caro).
Tratamento:
O tratamento da malária depende da espécie de Plasmodium, da gravidade da
doença e da resistência aos medicamentos:
Cloroquina:
Usada para tratar a malária causada por P. vivax e P. malariae em áreas onde
não há resistência.
Artemisinina: Medicamentos combinados
à base de artemisinina (ACTs) são a primeira linha de tratamento para a
malária causada por P. falciparum e outras espécies resistentes à
cloroquina.
Quinina ou quinidina: Usados para tratar
casos graves de malária.
Primaquina: Usada para erradicar
as formas latentes do parasita no fígado (hipnozoítos) em casos de P. vivax e
P.
ovale.
Prevenção:
A prevenção da malária envolve medidas para evitar a picada de mosquitos e o
uso de medicamentos profiláticos:
Medidas de proteção
contra picadas de mosquitos:
Usar repelente de
mosquitos
Usar roupas de proteção que cubram a
pele
Usar mosquiteiros (de preferência impregnados com
inseticida)
Evitar áreas com alta incidência de
mosquitos
Eliminar focos de água
parada
Quimioprofilaxia: Tomar
medicamentos profiláticos (mefloquina, atovaquona/proguanil, doxiciclina)
antes, durante e após a viagem para áreas com transmissão de malária. A
escolha do medicamento depende da área de destino e das condições de saúde da
pessoa.
Outras
informações importantes: A malária é uma doença grave que pode
ser fatal se não for tratada rapidamente. A prevenção é fundamental para
proteger contra a doença. É importante procurar atendimento médico imediato se
você tiver sintomas de malária e histórico de viagem para áreas de
risco.