Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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Hiperpigmentação cutânea adquirida
caracterizada por máculas acastanhadas simétricas na face, principalmente em
mulheres. Fatores etiológicos incluem predisposição genética, exposição
solar, alterações hormonais (gravidez, anticoncepcionais) e medicamentos.
Tratamento inclui fotoproteção e despigmentantes tópicos.
O que
é: Melasma é uma condição comum da pele que causa manchas
escuras e acastanhadas, geralmente no rosto. As manchas são mais comuns nas
bochechas, testa, nariz e lábio superior.
Tipos:
O melasma pode ser classificado de acordo com a
localização:
Melasma centrofacial: Afeta a testa, o nariz,
as bochechas e o lábio superior. É o tipo mais
comum.
Melasma malar: Afeta apenas as bochechas e o
nariz.
Melasma mandibular: Afeta a
mandíbula.
Também pode ser classificado de acordo com a
profundidade do pigmento na pele (determinado por exame com lâmpada de
Wood):
Melasma epidérmico: O pigmento está localizado na
camada superior da pele (epiderme). Responde melhor ao
tratamento.
Melasma dérmico: O pigmento está localizado
na camada mais profunda da pele (derme). Mais difícil de tratar.
Melasma
misto: Combinação de pigmento epidérmico e
dérmico.
Sintomas:
O principal sintoma do melasma é a presença de manchas escuras e acastanhadas
na pele, geralmente no rosto. As manchas são geralmente simétricas (ocorrem
em ambos os lados do rosto) e têm bordas
irregulares.
Fatores de
risco:
Exposição ao sol (principal fator de
risco)
Hormônios (gravidez, uso de pílulas
anticoncepcionais, terapia de reposição
hormonal)
Genética (histórico familiar de
melasma)
Raça (mais comum em pessoas de pele morena ou
negra)
Certos
medicamentos
Hipotireoidismo
Diagnóstico:
O diagnóstico do melasma geralmente é feito pelo exame visual da pele. Um
dermatoscópio (lente de aumento com luz) pode ser usado para examinar as
manchas em mais detalhes. A lâmpada de Wood (luz ultravioleta) pode ajudar a
determinar a profundidade do pigmento na pele. Em alguns casos, pode ser
necessário realizar uma biópsia da pele para descartar outras condições.
Tratamento:
O tratamento do melasma visa clarear as manchas escuras e prevenir o seu
reaparecimento:
Protetor solar: Usar protetor solar com
FPS 30 ou superior todos os dias, mesmo em dias nublados. Reaplique o
protetor solar a cada duas horas ou após nadar ou
suar.
Medicamentos
tópicos:
Hidroquinona: É um dos clareadores de pele mais
utilizados.
Tretinoína: Retinoide que ajuda a clarear a
pele e a melhorar a textura.
Ácido azelaico: Tem
propriedades clareadoras e anti-inflamatórias.
Ácido
kójico: Clareador de pele natural.
Ácido tranexâmico
tópico: Ajuda a reduzir a pigmentação.
Corticosteroides
tópicos: Podem ser usados em combinação com outros clareadores para reduzir a
inflamação (usar com moderação e sob orientação
médica).
Peelings químicos:
Aplicação de ácidos na pele para remover as camadas superficiais e estimular
a produção de colágeno.
Microagulhamento: Procedimento
que utiliza microagulhas para estimular a produção de colágeno e melhorar a
absorção de medicamentos tópicos.
Laser: Diferentes tipos
de laser podem ser usados para clarear as manchas de
melasma.
É importante lembrar que o tratamento do
melasma pode ser demorado e requer paciência e persistência. Os resultados
podem variar de pessoa para
pessoa.
Prevenção: A
prevenção do melasma envolve:
Usar protetor solar com FPS
30 ou superior todos os dias.
Evitar a exposição
excessiva ao sol, especialmente entre as 10h e as
16h.
Usar chapéu e óculos de
sol.
Discutir com seu médico sobre o uso de pílulas
anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal, pois esses medicamentos
podem desencadear ou piorar o
melasma.
Outras
informações importantes: O melasma é uma condição comum que
não causa problemas de saúde, mas pode afetar a autoestima e a qualidade de
vida. É importante procurar um dermatologista para obter um diagnóstico
preciso e um plano de tratamento adequado.