Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
Consultas
a partir de R$ 150,00
Inflamação dos tecidos musculares
esqueléticos, podendo ser infecciosa, autoimune ou tóxica. Caracteriza-se por
fraqueza muscular proximal, mialgia, elevação de enzimas musculares e, em
formas específicas, manifestações cutâneas. Nas formas autoimunes, requer
terapia imunossupressora.
O
que é: Miosite é um termo genérico para um grupo de doenças
inflamatórias raras que afetam os músculos, causando fraqueza, dor e, em
alguns casos, incapacidade.
Tipos:
Os principais tipos de miosite incluem:
Polimiosite: Causa
fraqueza muscular em ambos os lados do corpo, afetando principalmente os
músculos próximos ao tronco (ombros, quadris,
coxas).
Dermatomiosite: Semelhante à polimiosite, mas
também causa erupção cutânea característica.
Miosite por
corpos de inclusão: Causa fraqueza muscular progressiva, principalmente nos
músculos das mãos, pés e coxas. É mais comum em homens com mais de 50
anos.
Miosite necrosante autoimune: Causada por
anticorpos que atacam as células musculares. Muitas vezes está associada ao
uso de estatinas (medicamentos para reduzir o
colesterol).
Miosite infecciosa: Causada por infecções
virais (gripe, resfriado) ou
bacterianas.
Sintomas:
Os sintomas da miosite variam dependendo do tipo e da gravidade da
inflamação:
Fraqueza muscular: Dificuldade para levantar
os braços acima da cabeça, levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou
caminhar.
Dor muscular: Dor nos músculos afetados, que
pode piorar com o uso.
Fadiga
Erupção
cutânea (na dermatomiosite): Manchas avermelhadas ou arroxeadas na face,
pálpebras, mãos, cotovelos e joelhos.
Dificuldade para
engolir (disfagia)
Dificuldade para respirar (em casos
graves)
Fatores de
risco: Os fatores de risco para miosite dependem do
tipo:
Polimiosite e dermatomiosite: Doenças autoimunes,
fatores genéticos.
Miosite por corpos de inclusão: Idade
avançada.
Miosite necrosante autoimune: Uso de estatinas,
doenças autoimunes.
Miosite infecciosa: Exposição a vírus
ou
bactérias.
Diagnóstico:
O diagnóstico da miosite geralmente envolve:
Histórico
clínico e exame físico: Avaliação dos sintomas e exame dos músculos e da
pele.
Exames de sangue: Para medir os níveis de enzimas
musculares (creatinoquinase – CK, aldolase), que estão elevados na miosite, e
para detectar autoanticorpos.
Eletromiografia (EMG): Para
avaliar a atividade elétrica dos músculos.
Ressonância
magnética (RM) muscular: Para visualizar a inflamação nos
músculos.
Biópsia muscular: Remoção de uma amostra de
tecido muscular para análise. É o método mais preciso para confirmar o
diagnóstico e determinar o tipo de
miosite.
Tratamento:
O tratamento da miosite visa reduzir a inflamação, aliviar os sintomas e
melhorar a função muscular:
Corticosteroides: Prednisona
para reduzir a inflamação (usar com moderação e sob orientação médica devido
aos efeitos colaterais).
Imunossupressores: Metotrexato,
azatioprina, micofenolato mofetil para suprimir o sistema
imunológico.
Imunoglobulina intravenosa (IgIV): Para
modular o sistema imunológico.
Fisioterapia: Exercícios
para fortalecer os músculos e melhorar a amplitude de
movimento.
Terapia ocupacional: Adaptações para facilitar
as tarefas diárias e melhorar a
independência.
Prevenção:
Não há como prevenir a miosite causada por doenças autoimunes ou fatores
genéticos. A prevenção da miosite infecciosa envolve evitar a exposição a
vírus e bactérias.
Outras informações
importantes: A miosite é uma doença grave que pode levar à
incapacidade se não for tratada adequadamente. O diagnóstico precoce e o
tratamento agressivo podem ajudar a controlar a doença e melhorar a qualidade
de vida.