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Distúrbio neurológico crônico
caracterizado por sonolência diurna excessiva, cataplexia (perda súbita de
tônus muscular desencadeada por emoções), alucinações
hipnagógicas/hipnopômpicas e paralisia do sono. Associada à deficiência de
hipocretina no hipotálamo, com componente autoimune e genético.
O que
é: Narcolepsia é um distúrbio neurológico crônico do sono que
afeta a capacidade do cérebro de regular o ciclo sono-vigília. Isso leva à
sonolência excessiva durante o dia e a interrupções do sono noturno.
Tipos:
Existem dois tipos principais de narcolepsia:
Narcolepsia
tipo 1: Caracterizada por sonolência excessiva durante o dia, cataplexia
(perda repentina do tônus muscular desencadeada por emoções fortes), baixos
níveis de hipocretina (orexina) no líquido cefalorraquidiano (LCR) e sono REM
(movimento rápido dos olhos) precoce.
Narcolepsia tipo 2:
Caracterizada por sonolência excessiva durante o dia, mas sem cataplexia e
com níveis normais de hipocretina no
LCR.
Sintomas:
Os sintomas da narcolepsia podem variar de pessoa para
pessoa:
Sonolência excessiva durante o dia (SED):
Sentir-se constantemente sonolento, mesmo após ter dormido o
suficiente.
Ataques de sono: Adormecer repentinamente e
de forma incontrolável, em qualquer lugar e a qualquer
hora.
Cataplexia: Perda repentina do tônus muscular
desencadeada por emoções fortes (riso, raiva, surpresa). Pode variar de uma
leve fraqueza muscular a uma paralisia
completa.
Paralisia do sono: Incapacidade de se mover ou
falar ao adormecer ou ao acordar.
Alucinações
hipnagógicas ou hipnopômpicas: Alucinações vívidas que ocorrem ao adormecer
ou ao acordar.
Sono noturno interrompido: Acordar
frequentemente durante a noite, ter dificuldade em voltar a
dormir.
Fatores de
risco: A causa exata da narcolepsia não é totalmente
compreendida, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos
e ambientais:
Deficiência de hipocretina (orexina): A
maioria das pessoas com narcolepsia tipo 1 tem baixos níveis desse
neurotransmissor, que ajuda a regular o sono e a
vigília.
Genética: Certas variações genéticas aumentam o
risco de desenvolver narcolepsia.
Doenças autoimunes: Em
alguns casos, a narcolepsia pode ser desencadeada por uma resposta autoimune
que ataca as células produtoras de hipocretina no
cérebro.
Lesão cerebral: Raramente, a narcolepsia pode
ser causada por lesão em áreas específicas do
cérebro.
Diagnóstico:
O diagnóstico da narcolepsia envolve:
Histórico clínico
detalhado: Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
Escala
de Sonolência de Epworth: Questionário para avaliar o nível de sonolência
diurna.
Polissonografia: Exame realizado em um
laboratório do sono para monitorar a atividade cerebral, os movimentos
oculares, a frequência cardíaca e a respiração durante o
sono.
Teste de Latências Múltiplas do Sono (TLMS): Mede a
rapidez com que a pessoa adormece durante o dia e a presença de sono REM
precoce.
Medição dos níveis de hipocretina (orexina) no
líquido cefalorraquidiano (LCR): É realizada através de uma punção lombar.
Níveis baixos de hipocretina são característicos da narcolepsia tipo
1.
Tratamento:
Não há cura para a narcolepsia, mas o tratamento visa controlar os sintomas e
melhorar a qualidade de
vida:
Medicamentos:
Estimulantes:
Modafinil ou armodafinil para reduzir a sonolência
diurna.
Oxibato de sódio: Para tratar a cataplexia, a
paralisia do sono e as alucinações
hipnagógicas.
Antidepressivos: ISRS ou IRSN para tratar a
cataplexia.
Mudanças no estilo de
vida:
Estabelecer uma rotina regular de sono e
vigília.
Fazer cochilos programados durante o
dia.
Evitar cafeína e álcool antes de
dormir.
Praticar atividade física
regularmente.
Prevenção:
Não há como prevenir a narcolepsia.
Outras
informações importantes: A narcolepsia pode afetar
significativamente a qualidade de vida de uma pessoa, interferindo nas
atividades diárias, no trabalho e nos relacionamentos. O tratamento adequado
pode ajudar a controlar os sintomas e permitir que a pessoa leve uma vida
mais plena e ativa.