Narcolepsia

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Distúrbio neurológico crônico caracterizado por sonolência diurna excessiva, cataplexia (perda súbita de tônus muscular desencadeada por emoções), alucinações hipnagógicas/hipnopômpicas e paralisia do sono. Associada à deficiência de hipocretina no hipotálamo, com componente autoimune e genético.
  1. O que é: Narcolepsia é um distúrbio neurológico crônico do sono que afeta a capacidade do cérebro de regular o ciclo sono-vigília. Isso leva à sonolência excessiva durante o dia e a interrupções do sono noturno.
  2. Tipos: Existem dois tipos principais de narcolepsia:
    • Narcolepsia tipo 1: Caracterizada por sonolência excessiva durante o dia, cataplexia (perda repentina do tônus muscular desencadeada por emoções fortes), baixos níveis de hipocretina (orexina) no líquido cefalorraquidiano (LCR) e sono REM (movimento rápido dos olhos) precoce.
    • Narcolepsia tipo 2: Caracterizada por sonolência excessiva durante o dia, mas sem cataplexia e com níveis normais de hipocretina no LCR.
  3. Sintomas: Os sintomas da narcolepsia podem variar de pessoa para pessoa:
    • Sonolência excessiva durante o dia (SED): Sentir-se constantemente sonolento, mesmo após ter dormido o suficiente.
    • Ataques de sono: Adormecer repentinamente e de forma incontrolável, em qualquer lugar e a qualquer hora.
    • Cataplexia: Perda repentina do tônus muscular desencadeada por emoções fortes (riso, raiva, surpresa). Pode variar de uma leve fraqueza muscular a uma paralisia completa.
    • Paralisia do sono: Incapacidade de se mover ou falar ao adormecer ou ao acordar.
    • Alucinações hipnagógicas ou hipnopômpicas: Alucinações vívidas que ocorrem ao adormecer ou ao acordar.
    • Sono noturno interrompido: Acordar frequentemente durante a noite, ter dificuldade em voltar a dormir.
  4. Fatores de risco: A causa exata da narcolepsia não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos e ambientais:
    • Deficiência de hipocretina (orexina): A maioria das pessoas com narcolepsia tipo 1 tem baixos níveis desse neurotransmissor, que ajuda a regular o sono e a vigília.
    • Genética: Certas variações genéticas aumentam o risco de desenvolver narcolepsia.
    • Doenças autoimunes: Em alguns casos, a narcolepsia pode ser desencadeada por uma resposta autoimune que ataca as células produtoras de hipocretina no cérebro.
    • Lesão cerebral: Raramente, a narcolepsia pode ser causada por lesão em áreas específicas do cérebro.
  5. Diagnóstico: O diagnóstico da narcolepsia envolve:
    • Histórico clínico detalhado: Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
    • Escala de Sonolência de Epworth: Questionário para avaliar o nível de sonolência diurna.
    • Polissonografia: Exame realizado em um laboratório do sono para monitorar a atividade cerebral, os movimentos oculares, a frequência cardíaca e a respiração durante o sono.
    • Teste de Latências Múltiplas do Sono (TLMS): Mede a rapidez com que a pessoa adormece durante o dia e a presença de sono REM precoce.
    • Medição dos níveis de hipocretina (orexina) no líquido cefalorraquidiano (LCR): É realizada através de uma punção lombar. Níveis baixos de hipocretina são característicos da narcolepsia tipo 1.
  6. Tratamento: Não há cura para a narcolepsia, mas o tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida:
    • Medicamentos:
      • Estimulantes: Modafinil ou armodafinil para reduzir a sonolência diurna.
      • Oxibato de sódio: Para tratar a cataplexia, a paralisia do sono e as alucinações hipnagógicas.
      • Antidepressivos: ISRS ou IRSN para tratar a cataplexia.
    • Mudanças no estilo de vida:
      • Estabelecer uma rotina regular de sono e vigília.
      • Fazer cochilos programados durante o dia.
      • Evitar cafeína e álcool antes de dormir.
      • Praticar atividade física regularmente.
  7. Prevenção: Não há como prevenir a narcolepsia.
  8. Outras informações importantes: A narcolepsia pode afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa, interferindo nas atividades diárias, no trabalho e nos relacionamentos. O tratamento adequado pode ajudar a controlar os sintomas e permitir que a pessoa leve uma vida mais plena e ativa.

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