Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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Transtorno alimentar caracterizado pela
obsessão patológica por alimentação considerada saudável, com restrições
alimentares progressivas. Compromete a saúde física (desnutrição) e
psicológica (ansiedade, isolamento social). Não formalmente classificada nos
manuais diagnósticos, mas reconhecida clinicamente.
O que
é: Ortorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado
por uma obsessão por comer alimentos considerados “saudáveis” ou
“puros”. Ao contrário da anorexia e da bulimia, o foco principal da
ortorexia não é a perda de peso, mas sim a qualidade da comida e a evitação
obsessiva de alimentos considerados “impuros” ou “não
saudáveis”.
Tipos: Não
há tipos distintos de ortorexia, mas a gravidade do transtorno e os alimentos
evitados podem variar de pessoa para
pessoa.
Sintomas: Os
sintomas da ortorexia podem incluir:
Preocupação excessiva
com a qualidade e a pureza dos alimentos
Evitar grupos
inteiros de alimentos considerados “não saudáveis” (açúcar,
gordura, glúten, laticínios, carne)
Restrição alimentar
progressiva e rígida
Sentimentos de culpa ou ansiedade se
comer alimentos “não saudáveis”
Passar horas
planejando, comprando e preparando alimentos
“saudáveis”
Isolamento social devido a
restrições alimentares
Comprometimento do funcionamento
social, profissional ou acadêmico
Deficiências
nutricionais (em casos graves)
Peso corporal normal ou
abaixo do normal (em alguns casos)
Fatores
de risco:
Tendência ao
perfeccionismo
Ansiedade
Transtorno
obsessivo-compulsivo (TOC)
Preocupação com a saúde e o
bem-estar
Influência de dietas da moda e informações
nutricionais extremistas
Profissões que valorizam a
imagem corporal e a alimentação saudável (atletas, modelos,
nutricionistas)
Diagnóstico:
A ortorexia não é um transtorno alimentar oficialmente reconhecido no Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). No entanto, um
profissional de saúde mental (psiquiatra ou psicólogo) pode diagnosticar a
ortorexia com base nos critérios clínicos propostos por alguns pesquisadores,
que incluem:
Preocupação obsessiva com a alimentação
saudável
Restrição alimentar progressiva e
rígida
Sofrimento significativo ou prejuízo no
funcionamento devido à alimentação
restritiva
Tratamento:
O tratamento da ortorexia visa ajudar a pessoa a desenvolver uma relação mais
equilibrada e saudável com a
comida:
Psicoterapia:
Terapia
cognitivo-comportamental (TCC): Ajuda a identificar e modificar os
pensamentos e crenças disfuncionais relacionados à
alimentação.
Terapia familiar: Pode ser útil para
envolver a família no processo de
recuperação.
Terapia nutricional:
Para ajudar a pessoa a desenvolver um plano alimentar equilibrado e
nutritivo, sem restrições excessivas.
Medicamentos:
Antidepressivos ou ansiolíticos podem ser prescritos para tratar a ansiedade
ou a depressão associadas à
ortorexia.
Prevenção:
A prevenção da ortorexia envolve:
Promover uma imagem
corporal saudável e realista.
Incentivar uma alimentação
equilibrada e variada, sem restrições
excessivas.
Desenvolver habilidades de pensamento crítico
para avaliar informações nutricionais.
Buscar ajuda
profissional se você ou alguém que você conhece apresentar sinais de obsessão
com a alimentação
saudável.
Outras
informações importantes: A ortorexia pode levar a deficiências
nutricionais, problemas de saúde física e isolamento social. É importante
procurar ajuda profissional se você ou alguém que você conhece apresentar
sintomas de ortorexia.