Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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Comprometimento da função motora do nervo
facial (VII par craniano), resultando em fraqueza/paralisia dos músculos
faciais. Etiologia: idiopática (Bell), infecciosa, traumática, neoplásica ou
congênita. Manifesta-se com assimetria facial, incapacidade de fechar o olho,
desvio da comissura labial e alterações gustativas.
O que
é: Paralisia facial é a perda total ou parcial do movimento
voluntário dos músculos de um lado do
rosto.
Tipos: Existem
diferentes causas de paralisia facial, que podem ser classificadas
em:
Paralisia facial periférica: Afecta o nervo facial
após a sua saída do tronco encefálico. O tipo mais comum é a paralisia de
Bell, cuja causa é desconhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma
infecção viral.
Paralisia facial central: Causada por
lesão no cérebro (acidente vascular cerebral – AVC, tumor cerebral, esclerose
múltipla) que afeta o controle do nervo
facial.
Sintomas:
Os sintomas da paralisia facial dependem do tipo e da gravidade da
condição:
Fraqueza ou paralisia dos músculos de um lado do
rosto
Dificuldade para fechar o olho do lado afetado
Dificuldade
para sorrir ou franzir a testa
Boca seca ou
lacrimejamento excessivo
Alteração do
paladar
Dor de ouvido
Sensibilidade
ao som
Dificuldade para
falar
Dificuldade para comer ou
beber
Na paralisia facial central, geralmente há
preservação do movimento da testa.
Fatores
de risco: Os fatores de risco para paralisia facial dependem
da causa subjacente:
Paralisia de Bell: Gravidez,
diabetes, infecções respiratórias, herpes zóster, histórico familiar de
paralisia de Bell.
Diagnóstico:
O diagnóstico da paralisia facial envolve:
Histórico
clínico e exame físico: Avaliação dos sintomas e exame neurológico para
avaliar a função dos nervos
cranianos.
Eletroneuromiografia (ENMG): Para avaliar a
função do nervo facial.
Ressonância magnética (RM) ou
tomografia computadorizada (TC) do cérebro: Para descartar outras causas da
paralisia facial (tumores cerebrais, acidente vascular cerebral –
AVC).
Exames de sangue: Para verificar se há infecções ou
outras condições
médicas.
Tratamento:
O tratamento da paralisia facial depende da causa
subjacente:
Paralisia de
Bell:
Corticosteroides: Prednisona para reduzir a
inflamação e acelerar a recuperação (mais eficaz quando iniciados nos
primeiros dias após o início dos sintomas).
Medicamentos
antivirais: Aciclovir ou valaciclovir (podem ser usados em combinação com
corticosteroides, especialmente se houver suspeita de infecção por herpes
simplex).
Cuidados com os olhos: Uso de lágrimas
artificiais durante o dia e pomada lubrificante à noite para evitar o
ressecamento do olho afetado. Usar um tapa-olho durante o sono.
Fisioterapia:
Exercícios para fortalecer os músculos faciais e prevenir a atrofia
muscular.
Paralisia facial central:
Tratamento da causa subjacente (medicamentos para AVC, cirurgia para remover
tumor cerebral, imunomoduladores para esclerose
múltipla).
Prevenção:
Não há como prevenir a paralisia de Bell. A prevenção da paralisia facial
central envolve controlar os fatores de risco para AVC e outras doenças
neurológicas.
Outras informações
importantes: A maioria das pessoas com paralisia de Bell se
recupera completamente em algumas semanas ou meses, especialmente com o
tratamento precoce com corticosteroides. No entanto, em alguns casos, a
paralisia facial pode ser permanente. É importante procurar atendimento
médico imediatamente se você tiver sintomas de paralisia
facial.