Parkinson

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Doença neurodegenerativa progressiva caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra. Manifesta-se por tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. Associada a manifestações não-motoras como distúrbios do sono, depressão, constipação e déficit cognitivo.
  1. O que é: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente o sistema nervoso central, causando a degeneração dos neurônios produtores de dopamina em uma área do cérebro chamada substância negra. A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental no controle do movimento, além de influenciar o humor, o sono e a cognição. A perda desses neurônios leva aos sintomas motores característicos da DP.
  2. Tipos: A Doença de Parkinson é classificada como:
    • Doença de Parkinson idiopática: A forma mais comum, sem causa conhecida.
    • Parkinsonismo secundário: Causado por fatores externos, como medicamentos, toxinas, lesões cerebrais ou outras doenças neurológicas.
  3. Sintomas: Os sintomas da Doença de Parkinson geralmente se desenvolvem gradualmente ao longo do tempo e podem variar de pessoa para pessoa. Os sintomas motores clássicos incluem:
    • Tremor: Movimento involuntário rítmico, geralmente nas mãos ou dedos, que ocorre em repouso e diminui com o movimento.
    • Rigidez: Aumento do tônus muscular, causando resistência ao movimento.
    • Bradicinesia: Lentidão dos movimentos.
    • Instabilidade postural: Dificuldade em manter o equilíbrio, aumentando o risco de quedas.
    Outros sintomas não motores também são comuns e podem incluir:
    • Distúrbios do sono
    • Depressão e ansiedade
    • Constipação
    • Perda do olfato (anosmia)
    • Disfunção autonômica (problemas de pressão arterial, sudorese, bexiga e intestino)
    • Problemas cognitivos (dificuldade de memória, atenção e função executiva)
  4. Fatores de risco: A causa exata da Doença de Parkinson idiopática é desconhecida, mas acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais:
    • Idade: O risco aumenta com a idade, geralmente após os 60 anos.
    • Genética: Ter um familiar próximo com DP aumenta o risco, mas a maioria dos casos não é hereditária.
    • Sexo: Ligeiramente mais comum em homens.
    • Exposição a pesticidas e herbicidas: Estudos sugerem uma possível associação.
    • Traumatismo cranioencefálico repetido: Maior risco em pessoas com histórico de lesões cerebrais.
  5. Diagnóstico: O diagnóstico da Doença de Parkinson é baseado principalmente na avaliação clínica dos sintomas e no exame neurológico:
    • Histórico clínico detalhado.
    • Exame neurológico: Avaliação do tremor, rigidez, bradicinesia, postura, equilíbrio e reflexos.
    • Exames de imagem (Ressonância Magnética ou Tomografia Computadorizada do cérebro): Geralmente utilizados para descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes.
    • Teste de resposta à levodopa: A melhora dos sintomas com o uso de levodopa (um medicamento que repõe a dopamina no cérebro) é um forte indicador de DP.
    • Em alguns casos, pode ser utilizado o DaTscan: exame de imagem que avalia a função dos neurônios dopaminérgicos.
  6. Tratamento: Não há cura para a Doença de Parkinson, e o tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida:
    • Medicamentos:
      • Levodopa: É o medicamento mais eficaz para controlar os sintomas motores, mas seu uso a longo prazo pode levar a complicações (discinesias, flutuações motoras).
      • Inibidores da MAO-B: Selegilina, rasagilina.
      • Inibidores da COMT: Entacapona, tolcapona (usados em combinação com a levodopa).
      • Agonistas da dopamina: Pramipexol, ropinirol, rotigotina.
      • Anticolinérgicos: Triexifenidil, biperideno (utilizados para controlar o tremor, mas com efeitos colaterais).
      • Amantadina: Pode ajudar a controlar discinesias induzidas pela levodopa.
    • Estimulação cerebral profunda (ECP): Procedimento cirúrgico que envolve a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro para modular a atividade elétrica e aliviar os sintomas motores.
    • Terapias de reabilitação: Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, para ajudar a manter a mobilidade, a independência e a comunicação.
    • Exercícios: Atividades físicas regulares são importantes para manter a função motora, o equilíbrio e a saúde geral.
  7. Prevenção: Não há como prevenir a Doença de Parkinson. No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco:
    • Adotar uma dieta saudável rica em antioxidantes.
    • Praticar atividade física regularmente.
    • Evitar a exposição a pesticidas e herbicidas.
    • Manter a mente ativa (leitura, jogos, atividades sociais).
  8. Outras informações importantes: A Doença de Parkinson é uma condição progressiva, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida por muitos anos. O apoio de familiares, amigos e grupos de apoio é fundamental para as pessoas com DP e seus cuidadores. A pesquisa sobre a DP continua a avançar, com o objetivo de encontrar novas terapias e, eventualmente, uma cura.

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