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Infecção sistêmica causada pelo Treponema
pallidum, de transmissão sexual ou vertical. Evolui em estágios: primário
(cancro duro), secundário (lesões mucocutâneas disseminadas), latente e
terciário (complicações cardiovasculares e neurológicas). Diagnosticada por
testes treponêmicos e não treponêmicos.
O
que é: Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST)
causada pela bactéria Treponema pallidum. A sífilis pode causar sérios
problemas de saúde se não for tratada.
Tipos:
A sífilis progride em estágios, com diferentes sinais e sintomas associados a
cada estágio:
Sífilis primária: Caracterizada pelo
aparecimento de uma ferida única, geralmente indolor, chamada cancro, no
local da infecção (genitais, reto ou boca). O cancro desaparece sozinho em
algumas semanas, mesmo sem tratamento.
Sífilis
secundária: Se a sífilis primária não for tratada, a infecção pode progredir
para o estágio secundário, que se manifesta com uma erupção cutânea
generalizada (principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés), febre, dor
de garganta, fadiga, dores musculares e linfonodos inchados. Os sintomas
podem desaparecer sozinhos, mas a infecção permanece no corpo.
Sífilis
latente: Período assintomático após a fase secundária. A sífilis latente pode
durar anos.
Sífilis terciária: Ocorre em cerca de 1/3 das
pessoas não tratadas. Pode causar danos graves a órgãos internos (coração,
cérebro, nervos), levando a problemas neurológicos, doenças cardíacas,
cegueira, paralisia e morte.
Além disso, existe a
sífilis congênita, que ocorre quando uma mulher grávida com sífilis transmite
a infecção para o feto.
Sintomas:
Os sintomas da sífilis variam dependendo do estágio da
infecção:
Sífilis primária: Cancro (ferida única,
geralmente indolor)
Sífilis
secundária:
Erupção cutânea (principalmente nas palmas das
mãos e solas dos pés)
Sífilis congênita: Pode
causar aborto espontâneo, natimorto, morte neonatal ou problemas de saúde
graves no bebê (deformidades ósseas, anemia, problemas neurológicos, surdez).
Fatores
de risco:
Ter múltiplos parceiros
sexuais
Ter um novo parceiro
sexual
Não usar preservativo durante o sexo
Ter
histórico de outras ISTs
Ser portador do
HIV
Diagnóstico:
O diagnóstico da sífilis é feito através de exames de
sangue:
Testes não treponêmicos: VDRL (Venereal Disease
Research Laboratory) ou RPR (Rapid Plasma Reagin). São testes rápidos e
baratos, mas podem apresentar resultados
falso-positivos.
Testes treponêmicos: FTA-ABS
(Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) ou TPPA (Treponema Pallidum
Particle Agglutination). São testes mais específicos para sífilis e confirmam
o diagnóstico.
Se um teste não treponêmico for positivo, é
necessário realizar um teste treponêmico para confirmar o diagnóstico.
Tratamento:
A sífilis é tratada com antibióticos:
Penicilina: É o
antibiótico de escolha para tratar a sífilis em todos os estágios. A dose e a
duração do tratamento dependem do estágio da
infecção.
Doxiciclina ou tetraciclina: Podem ser usadas
em pessoas alérgicas à penicilina.
É importante que
todos os parceiros sexuais sejam tratados para evitar a reinfecção.
Prevenção:
Usar
preservativo durante o sexo
Limitar o número de parceiros
sexuais
Fazer exames regulares para detectar
ISTs
Evitar relações sexuais com pessoas que têm sintomas
de IST
Mulheres grávidas devem fazer o teste para sífilis
durante o pré-natal para prevenir a sífilis
congênita.
Outras
informações importantes: A sífilis não tratada pode causar
danos graves e permanentes a vários órgãos do corpo, incluindo o cérebro, o
coração e os ossos. A sífilis congênita pode ser fatal para o bebê. É
importante procurar atendimento médico imediatamente se você suspeitar que
tem sífilis.