Síndrome do Intestino Irritável

Síndrome do Intestino Irritável

Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral

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Distúrbio funcional gastrointestinal crônico caracterizado por dor/desconforto abdominal recorrente associado à alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou constipação), sem anormalidades estruturais identificáveis. Fisiopatologia multifatorial: hipersensibilidade visceral, alterações microbiota e eixo cérebro-intestino.
  1. O que é: A Síndrome do Intestino Irritável (SII), também conhecida como colite espástica ou cólon irritável, é um distúrbio funcional do intestino que causa dor abdominal e alterações nos hábitos intestinais (diarreia, constipação ou ambos). Na SII, não há evidência de danos ou inflamação no intestino.
  2. Tipos: A SII é classificada de acordo com o tipo de alteração nos hábitos intestinais predominante:
    • SII com predomínio de constipação (SII-C): A maioria das fezes é dura ou em caroços.
    • SII com predomínio de diarreia (SII-D): A maioria das fezes é solta ou aquosa.
    • SII mista (SII-M): Apresenta tanto fezes duras ou em caroços quanto fezes soltas ou aquosas.
    • SII não classificada (SII-NC): Não atende aos critérios para SII-C, SII-D ou SII-M.
  3. Sintomas: Os sintomas da SII podem variar de leves a graves e podem incluir:
    • Dor abdominal: Cólicas, inchaço ou desconforto abdominal que alivia após a evacuação.
    • Alterações nos hábitos intestinais: Diarreia, constipação ou alternância entre os dois.
    • Gases
    • Inchaço abdominal
    • Sensação de evacuação incompleta
    • Muco nas fezes
    Os sintomas da SII tendem a piorar durante períodos de estresse e podem melhorar com o tempo.
  4. Fatores de risco: A causa exata da SII é desconhecida, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores:
    • Anormalidades na motilidade intestinal: Os músculos do intestino se contraem de forma irregular, causando diarreia ou constipação.
    • Aumento da sensibilidade visceral: O cérebro percebe a dor abdominal de forma mais intensa.
    • Inflamação de baixo grau no intestino.
    • Alterações na microbiota intestinal (as bactérias que vivem no intestino).
    • Estresse
    • Ansiedade
    • Depressão
    • Histórico de infecção intestinal (gastroenterite).
    • Genética: Ter um familiar com SII aumenta o risco.
  5. Diagnóstico: O diagnóstico da SII é baseado nos critérios de Roma IV, que incluem:
    • Dor abdominal recorrente, em média, pelo menos 1 dia por semana nos últimos 3 meses, associada a dois ou mais dos seguintes critérios:
      • Relacionada à evacuação
      • Associada a uma alteração na frequência das evacuações
      • Associada a uma alteração na forma (aparência) das fezes
    Além disso, é importante descartar outras condições médicas que podem causar sintomas semelhantes (doença celíaca, doença inflamatória intestinal, infecções intestinais). Para isso, podem ser realizados exames de sangue, exames de fezes e colonoscopia.
  6. Tratamento: Não há cura para a SII, e o tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida:
    • Dieta:
      • Dieta com baixo teor de FODMAPs (carboidratos fermentáveis): Reduzir o consumo de certos carboidratos que podem causar gases e inchaço.
      • Aumentar o consumo de fibras (com cautela, pois algumas pessoas podem piorar os sintomas).
      • Evitar alimentos que desencadeiem os sintomas.
      • Beber bastante água.
      • Fazer refeições regulares e evitar pular refeições.
    • Medicamentos:
      • Laxantes: Para tratar a constipação.
      • Antidiarreicos: Para controlar a diarreia.
      • Antiespasmódicos: Para aliviar as cólicas abdominais.
      • Antidepressivos: Em doses baixas, podem ajudar a aliviar a dor e a depressão.
      • Antibióticos: Rifaximina (antibiótico não absorvível) para reduzir a diarreia em alguns casos.
      • Probióticos: Para restaurar a flora intestinal.
    • Terapias psicológicas:
      • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Ajuda a pessoa a lidar com o estresse, a ansiedade e outros problemas emocionais que podem estar contribuindo para os sintomas da SII.
      • Hipnoterapia: Pode ajudar a reduzir a dor e outros sintomas da SII.
  7. Prevenção: Não há como prevenir a SII, mas algumas medidas podem ajudar a controlar os sintomas:
    • Adotar uma dieta equilibrada.
    • Gerenciar o estresse.
    • Praticar atividade física regularmente.
    • Dormir o suficiente.
    • Evitar alimentos que desencadeiem os sintomas.
  8. Outras informações importantes: A SII é uma condição crônica que pode afetar significativamente a qualidade de vida. O tratamento individualizado, com uma combinação de mudanças na dieta, medicamentos e terapias psicológicas, pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar o bem-estar.

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