Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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Transtorno ansioso caracterizado por
ataques paroxísticos recorrentes de intenso medo e desconforto, acompanhados
de sintomas neurovegetativos como palpitações, dispneia, parestesias e
sensação de morte iminente. Frequentemente evolui com comportamento evitativo
e agorafobia.
O que
é: Síndrome do pânico (transtorno do pânico) é um transtorno
de ansiedade caracterizado por ataques de pânico repentinos e intensos,
acompanhados de sintomas físicos e emocionais aterrorizantes.
Tipos:
Não há tipos diferentes de Síndrome do Pânico. O principal critério é a
presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados. No entanto, a
presença ou ausência de agorafobia (medo de lugares ou situações onde a fuga
pode ser difícil ou onde não há ajuda disponível) pode ser usada para
classificar a gravidade do
transtorno.
Sintomas: Um
ataque de pânico é um período repentino de medo intenso ou desconforto
intenso, acompanhado de quatro ou mais dos seguintes
sintomas:
Palpitações, coração acelerado ou ritmo cardíaco
irregular
Sudorese
Tremores ou
abalos
Falta de ar ou sensação de
sufocamento
Sensação de asfixia
Dor
ou desconforto no peito
Náuseas ou desconforto
abdominal
Tontura, instabilidade, vertigem ou
desmaio
Ondas de calor ou
calafrios
Parestesias (formigamento ou
dormência)
Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou
despersonalização (sentir-se distanciado de si
mesmo)
Medo de perder o controle ou “enlouquecer”
Medo
de morrer
Os ataques de pânico geralmente duram de
alguns minutos a uma hora.
Fatores de
risco:
Histórico familiar de transtornos de
ansiedade ou transtornos de humor
Eventos estressantes na
vida (perda de um ente querido, divórcio, problemas
financeiros)
Trauma na infância
Abuso
de substâncias (álcool, drogas)
Tabagismo
Certas
condições médicas (hipertireoidismo, prolapso da válvula
mitral)
Diagnóstico:
O diagnóstico da Síndrome do Pânico é feito por um profissional de saúde
mental (psiquiatra ou psicólogo) através de entrevista clínica e avaliação
dos sintomas. Os critérios diagnósticos do Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais (DSM-5) incluem:
Ataques de pânico
recorrentes e inesperados
Pelo menos um ataque foi
seguido por um mês ou mais de preocupação persistente com a possibilidade de
ter outros ataques, preocupação com as consequências dos ataques ou mudança
significativa no comportamento relacionada aos ataques
Os
ataques não são causados por outra condição médica ou pelo uso de
substâncias
Tratamento:
O tratamento visa reduzir a frequência e a intensidade dos ataques de pânico
e melhorar a qualidade de
vida:
Psicoterapia:
Terapia
cognitivo-comportamental (TCC): Ajuda a pessoa a identificar e modificar os
pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados aos ataques de
pânico.
Terapia de exposição: Exposição gradual e
controlada a situações temidas para dessensibilizar a pessoa ao
medo.
Medicamentos:
Antidepressivos
(ISRS, IRSN): Para reduzir a ansiedade e prevenir os ataques de
pânico.
Ansiolíticos (benzodiazepínicos): Para aliviar a
ansiedade durante os ataques de pânico (usar com cautela devido ao risco de
dependência).
Prevenção:
Não há como prevenir completamente a Síndrome do Pânico. No entanto, o
tratamento precoce pode ajudar a prevenir complicações e melhorar o
prognóstico.
Outras informações
importantes: A Síndrome do Pânico é uma doença tratável. O
tratamento adequado pode ajudar a pessoa a controlar os sintomas e levar uma
vida normal e ativa. É importante procurar ajuda profissional se você estiver
tendo ataques de pânico.