Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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Infecção viral caracterizada por
destruição progressiva de linfócitos TCD4+. Fase aguda: síndrome
mononucleose-like com febre, adenomegalia e rash. Fase crônica:
imunodeficiência progressiva manifestando-se com infecções oportunistas,
neoplasias e manifestações constitucionais como emagrecimento e febre
persistente.
O que
é: A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
ataca o sistema imunológico, especificamente as células CD4 (células T
auxiliares), que são cruciais para combater infecções. Se não tratado, o HIV
pode levar à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), um estágio
avançado da infecção que compromete gravemente o sistema imunológico,
tornando a pessoa suscetível a infecções oportunistas e certos tipos de
câncer.
Tipos: Existem dois
tipos principais de HIV:
HIV-1: É o tipo mais comum de HIV
em todo o mundo.
HIV-2: Encontrado principalmente na
África Ocidental, geralmente progride mais lentamente e é menos transmissível
que o
HIV-1.
Sintomas:
Os sintomas da infecção pelo HIV variam dependendo do estágio da
infecção:
Infecção aguda (primária): Ocorre nas primeiras 2
a 4 semanas após a infecção. Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas
algumas podem apresentar sintomas semelhantes aos da
gripe:
Febre
Dor de
cabeça
Fadiga
Erupção cutânea
Dor
de garganta
Linfonodos
inchados
Latência clínica (infecção
crônica): Após a fase aguda, a infecção pelo HIV entra em um período de
latência, que pode durar muitos anos. Durante esse período, a pessoa pode não
apresentar sintomas ou ter apenas sintomas leves. No entanto, o vírus
continua a se multiplicar e a danificar o sistema
imunológico.
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida): É o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, quando o sistema
imunológico está gravemente danificado. As pessoas com AIDS são suscetíveis a
infecções oportunistas (infecções que normalmente não afetam pessoas com
sistema imunológico saudável) e certos tipos de câncer. Os sintomas da AIDS
podem incluir:
Fadiga extrema
Febre
persistente
Suores
noturnos
Linfonodos inchados
Diarreia
crônica
Perda de peso
inexplicável
Manchas brancas na boca ou na garganta
(candidíase oral)
Lesões na pele (sarcoma de
Kaposi)
Problemas neurológicos (dificuldade de memória,
confusão, demência)
Fatores
de risco:
Relações sexuais desprotegidas
(sem preservativo)
Compartilhamento de agulhas para uso
de drogas
Transfusão de sangue contaminado (rara em
países com triagem rigorosa)
Transmissão da mãe para o
filho durante a gravidez, parto ou
amamentação
Diagnóstico:
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito através de testes de sangue que
detectam a presença de anticorpos ou antígenos do
HIV:
Teste de anticorpos anti-HIV: Detecta a presença de
anticorpos que o corpo produz para combater o HIV. Pode levar algumas semanas
ou meses após a infecção para que os anticorpos se tornem
detectáveis.
Teste de antígeno/anticorpo combinado:
Detecta tanto os anticorpos quanto o antígeno p24 (uma proteína do HIV). Pode
detectar a infecção mais precocemente do que o teste de
anticorpos.
Teste de carga viral: Mede a quantidade de
vírus HIV no sangue. É usado para monitorar a progressão da doença e a
resposta ao tratamento.
Tratamento:
Não há cura para a infecção pelo HIV, mas o tratamento com medicamentos
antirretrovirais (TARV) pode controlar o vírus, prevenir a progressão para a
AIDS e permitir que as pessoas com HIV vivam vidas longas e saudáveis. O TARV
envolve a combinação de três ou mais medicamentos antirretrovirais para
atacar o vírus em diferentes estágios do seu ciclo de vida. O tratamento deve
ser iniciado o mais rápido possível após o diagnóstico e deve ser seguido
rigorosamente para ser eficaz.
Prevenção:
A prevenção da infecção pelo HIV envolve:
Usar
preservativo durante o sexo
Fazer exames regulares para
detectar ISTs
Usar agulhas e seringas
esterilizadas
Evitar compartilhar agulhas para uso de
drogas
Profilaxia pré-exposição (PrEP): Tomar um
medicamento antirretroviral diariamente para reduzir o risco de infecção pelo
HIV em pessoas com alto risco de exposição.
Profilaxia
pós-exposição (PEP): Tomar medicamentos antirretrovirais após uma possível
exposição ao HIV (por exemplo, relação sexual desprotegida ou
compartilhamento de agulhas). O PEP deve ser iniciado o mais rápido possível
(idealmente dentro de 72 horas após a
exposição).
Mulheres grávidas com HIV devem receber
tratamento antirretroviral para prevenir a transmissão do vírus para o
bebê.
Outras
informações importantes: A infecção pelo HIV é uma doença
crônica que requer acompanhamento médico regular. O tratamento adequado pode
controlar o vírus, prevenir a progressão para a AIDS e permitir que as
pessoas com HIV vivam vidas longas e saudáveis. É importante que as pessoas
com HIV recebam apoio médico, psicológico e social para lidar com os desafios
da doença.