Taquicardia

Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral

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Frequência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto, podendo ser sinusal (fisiológica ou patológica) ou arrítmica (supraventricular ou ventricular). Etiologias incluem alterações autonômicas, cardiopatias estruturais, drogas/medicamentos, distúrbios metabólicos e endócrinos.
  1. O que é: Taquicardia é uma condição em que o coração bate mais rapidamente do que o normal. Em adultos, considera-se taquicardia quando a frequência cardíaca é superior a 100 batimentos por minuto em repouso.
  2. Tipos: Existem vários tipos diferentes de taquicardia, classificados de acordo com a origem e a velocidade dos batimentos cardíacos:
    • Taquicardia sinusal: A frequência cardíaca é acelerada, mas o ritmo é normal. É uma resposta fisiológica ao exercício, estresse, febre ou ansiedade.
    • Taquicardia supraventricular (TSV): Ritmo cardíaco acelerado originado nas câmaras superiores do coração (átrios).
    • Fibrilação atrial (FA): Ritmo cardíaco rápido e irregular causado por sinais elétricos caóticos nos átrios.
    • Flutter atrial: Ritmo cardíaco rápido e regular causado por um circuito elétrico anormal nos átrios.
    • Taquicardia ventricular (TV): Ritmo cardíaco acelerado originado nas câmaras inferiores do coração (ventrículos).
    • Fibrilação ventricular (FV): Ritmo cardíaco caótico e irregular nos ventrículos, que impede o coração de bombear sangue de forma eficaz. É uma emergência médica.
  3. Sintomas: Os sintomas da taquicardia podem variar dependendo do tipo de arritmia, da frequência cardíaca e da saúde geral da pessoa:
    • Palpitações (sensação de batimentos cardíacos rápidos, fortes ou irregulares)
    • Falta de ar
    • Tontura
    • Desmaios
    • Dor no peito
    • Fadiga
    • Confusão
  4. Fatores de risco:
    • Doença cardíaca (doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, doença valvar)
    • Hipertensão arterial
    • Doença da tireoide (hipertireoidismo)
    • Diabetes
    • Apneia do sono
    • Uso de substâncias (cafeína, álcool, nicotina, drogas ilícitas)
    • Estresse
    • Ansiedade
    • Anemia
    • Febre
    • Desidratação
    • Certos medicamentos (descongestionantes, estimulantes)
  5. Diagnóstico: O diagnóstico da taquicardia envolve:
    • Histórico clínico e exame físico: Avaliação dos sintomas e histórico médico.
    • Eletrocardiograma (ECG): Para avaliar a atividade elétrica do coração e identificar a causa da taquicardia.
    • Holter: Monitoramento contínuo do ECG por 24 horas ou mais.
    • Monitor de eventos: Dispositivo que registra o ECG quando o paciente sente sintomas.
    • Estudo eletrofisiológico (EEF): Procedimento invasivo para avaliar o sistema elétrico do coração e identificar a origem da arritmia.
  6. Tratamento: O tratamento da taquicardia depende do tipo de arritmia, da gravidade dos sintomas e da saúde geral do paciente:
    • Taquicardia sinusal: Geralmente não requer tratamento, a menos que seja causada por outra condição médica.
    • Taquicardia supraventricular (TSV):
      • Manobras vagais: Técnicas para estimular o nervo vago e retardar a frequência cardíaca.
      • Medicamentos: Adenosina, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores.
      • Ablação por cateter: Procedimento para destruir o tecido cardíaco anormal que está causando a arritmia.
    • Fibrilação atrial (FA) e Flutter atrial:
      • Medicamentos: Para controlar a frequência cardíaca (betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, digoxina) e prevenir coágulos sanguíneos (anticoagulantes).
      • Cardioversão: Choque elétrico para restaurar o ritmo cardíaco normal.
      • Ablação por cateter: Procedimento para destruir o tecido cardíaco anormal que está causando a arritmia.
    • Taquicardia ventricular (TV) e Fibrilação ventricular (FV):
      • Cardioversão: Choque elétrico para restaurar o ritmo cardíaco normal.
      • Medicamentos: Antiarrítmicos.
      • Implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI): Dispositivo que monitora o ritmo cardíaco e fornece um choque elétrico para interromper arritmias perigosas.
  7. Prevenção: A prevenção da taquicardia envolve:
    • Controlar a pressão arterial.
    • Manter o colesterol sob controle.
    • Parar de fumar.
    • Controlar o diabetes.
    • Manter um peso saudável.
    • Praticar atividade física regularmente.
    • Adotar uma dieta saudável.
    • Limitar o consumo de cafeína e álcool.
    • Gerenciar o estresse.
  8. Outras informações importantes: Algumas taquicardias são inofensivas, enquanto outras podem ser perigosas e até fatais. É importante procurar atendimento médico se você tiver sintomas de taquicardia.

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