Atendimento em Psiquiatria, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Cirurgião Geral
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a partir de R$ 150,00
Doença cutânea adquirida caracterizada
por máculas acrômicas bem delimitadas causadas pela destruição autoimune dos
melanócitos. Distribuição simétrica com predileção por áreas periorificiais e
acrais. Alta carga psicossocial. Tratamento com fotoproteção,
imunomoduladores tópicos e fototerapia.
O que
é: Vitiligo é uma doença autoimune crônica que causa a perda
de pigmento na pele, resultando no aparecimento de manchas brancas ou claras
em diferentes partes do corpo. Ocorre quando os melanócitos, as células
produtoras de melanina (o pigmento que dá cor à pele, cabelo e olhos), são
destruídos ou não conseguem produzir
melanina.
Tipos: Existem
diferentes tipos de vitiligo:
Vitiligo generalizado (não
segmentar): É o tipo mais comum, caracterizado por manchas brancas simétricas
que aparecem em várias partes do corpo.
Vitiligo
segmentar: Afeta apenas um lado do corpo ou uma área limitada da pele.
Geralmente começa em idade mais jovem e tem progressão mais rápida, mas tende
a estabilizar-se.
Vitiligo universal: Causa a perda
completa de pigmento em toda a pele.
Vitiligo focal:
Apresenta apenas algumas manchas pequenas em uma ou poucas áreas do
corpo.
Sintomas:
O principal sintoma do vitiligo é a presença de manchas brancas ou claras na
pele. As manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais
comuns nas áreas expostas ao sol (rosto, mãos, braços, pés) e nas áreas ao
redor dos orifícios do corpo (boca, nariz, olhos, genitais). Outros sintomas
podem incluir:
Perda de cor no cabelo, cílios ou
sobrancelhas
Perda de cor no interior da boca e do
nariz
O vitiligo geralmente não causa coceira ou dor,
mas a pele afetada pode ser mais sensível ao
sol.
Fatores de risco: A
causa exata do vitiligo é desconhecida, mas acredita-se que envolva uma
combinação de fatores genéticos e ambientais:
Histórico
familiar de vitiligo ou outras doenças autoimunes (doença da tireoide,
diabetes tipo 1).
Gatilhos ambientais: Estresse,
queimaduras solares, exposição a certos produtos
químicos.
Diagnóstico:
O diagnóstico do vitiligo geralmente é feito pelo exame visual da pele. Um
dermatoscópio (lente de aumento com luz) pode ser usado para examinar as
manchas em mais detalhes. A lâmpada de Wood (luz ultravioleta) pode ajudar a
identificar áreas de pele com pouca pigmentação. Em alguns casos, pode ser
necessário realizar uma biópsia da pele para descartar outras
condições.
Tratamento: Não
há cura para o vitiligo, mas o tratamento visa restaurar a cor da pele nas
áreas afetadas e prevenir a progressão da
doença:
Tratamentos tópicos:
Corticosteroides:
Cremes ou pomadas para reduzir a inflamação e estimular a repigmentação (usar
com moderação e sob orientação médica devido aos efeitos
colaterais).
Inibidores da calcineurina: Tacrolimus ou
pimecrolimus (alternativa aos corticosteroides para uso
prolongado).
Análogos da vitamina D:
Calcipotriol.
Fototerapia:
Exposição controlada à luz ultravioleta (UVB de banda estreita ou UVA) para
estimular a produção de melanina.
PUVAterapia: Combinação
de psoraleno (medicamento que aumenta a sensibilidade à luz) e luz
UVA.
Transplante de melanócitos: Remoção de melanócitos
de áreas pigmentadas da pele e transplante para as áreas
despigmentadas.
Micropigmentação (tatuagem): Para
camuflar as manchas brancas em áreas
pequenas.
Despigmentação: Remoção do pigmento restante da
pele para uniformizar a cor (em casos de vitiligo
extenso).
É importante proteger a pele do sol com
protetor solar e roupas de proteção para prevenir queimaduras solares e
reduzir o risco de câncer de
pele.
Prevenção: Não há como
prevenir o vitiligo.
Outras informações
importantes: O vitiligo não é contagioso e não causa outros
problemas de saúde. No entanto, pode afetar significativamente a autoestima e
a qualidade de vida. O tratamento adequado pode ajudar a restaurar a cor da
pele e melhorar o bem-estar emocional. O apoio psicológico e os grupos de
apoio podem ser úteis para lidar com os desafios emocionais do
vitiligo.